quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ótima argumentação para justificar o plágio

Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...

Mário Quintana
 
rsrsr...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fadas

Um toque de sonhar sozinho
Te leva a qualquer direção
De flauta, remo ou moinho
De passo a passo passo...


Luis Melodia

Dos livros que estou lendo

Eduardo Galeano na legenda do mapamundi, em encarte ao livro “A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais”:

Até o mapa mente. Aprendemos a geografia do mundo em um mapa que
não mostra o mundo tal como ele é, se não tal como seus donos mandam
que seja. No planisfério tradicional, o que se usa nas escolas e em todas as
partes, o Equador não está no centro, o norte ocupa dois terços e o sul, um.
A América Latina abarca no mapa mundi menos espaço que a Europa e
muito menos que a soma dos Estados Unidos e Canadá, quando na
realidade a América Latina é duas vezes mais que a Europa e  bastante
maior que Estados Unidos e Canadá. O mapa, que nos apequena, simboliza
todo o demais. Geografia roubada, economia saqueada, história falsificada,
usurpação cotidiana da realidade, o chamado Terceiro Mundo, habitado por
gente de terceira, abarca menos, como menos, recorda menos, vive menos,
diz menos.

Numa analogia ao célebre e fundamental livro de Eduardo Galeano sobre a história 
das lutas sociais na América Latina (1971), as “veias abertas” pelas palavras de 
Galeano (“...chamado Terceiro Mundo, habitado por gente de terceira, abarca menos, 
como menos, recorda menos, vive menos, diz menos”), pode-se dizer mais, pode-se 
dizer que “o chamado Terceiro Mundo” pensa menos e, o que é muito mais grave, 
convencido que foi de que é um continente de terceira, seus povos pensam que 
pensam “menos”, pensam que pensam pior, pensam que seus pensamentos são de 
menor qualidade, pensam que pensam com mais pequena propriedade, pensam que 
seus pensamentos são menores, mais pequenos, inferiores aos pensamentos do 
Primeiro Mundo, do mundo civilizado, do mundo desenvolvido, do mundo ocidental, do 
mundo europeu, do Norte. Nós pensamos que pensamos “menos” porque o nosso 
pensamento é hoje resultado de um longo processo de colonização que resultou em 
um profundo sentimento de inferioridade, responsável pela colonialidade do nosso 
pensamento que por não mais pensar hoje como pensou em tempos ancestrais, como 
pensaram os antepassados ameríndios, pensa que pensa “menos”

Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.
Augusto Cury


"Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender."
Augusto Cury


Quem dera que as pessoas, independentemente de suas religiões e crenças, fossem seres humanos sem fronteiras, sempre expondo, e não impondo, as suas idéias. A imposição das idéias, sejam elas religiosas, políticas ou científicas, sempre foi um câncer que corrói nossa espécie e destrói a liberdade. Jesus divulgava seus pensamentos claramente, mas convidando: "QUEM TEM SEDE VENHA A MIM E BEBA". Era um ato voluntário." -
Augusto Cury

" A creditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção.Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos"
Paulo Freire

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um pouco de antropologia social..

          Comprei um livro e sentei para tomar um suco em um estabelecimento. Tinha que comprar um bolo para levar na confraternização de fim de ano da faculdade, estava olhando minha agenda na tentativa de achar o telefone de uma doceria na qual comprei o meu bolo de aniversário e vi minha avó procurando um lugar para sentar, chamei-a e começamos a conversar.  Ela perguntou-me o que estava fazendo e mostrei a agenda com o telefone de vários lugares e algumas cotações, minha avó continou conversando e falando que eu não tenho desculpas pra não ir na casa dela nas férias, foi colocando a mão dentro da bolsa e tirou um caderno de receitas, enquanto tentava me convencer que era fácil  fazer o bolo e que era bem mais econômico. No caderno havia o custo médio da receita e vi que as coisas eram muito mais baratas em 1972... rsrs

         Minha avó passou a vida cozinhando, ajudando pessoas da igreja, do bairro e fazendo serviços domésticos com todo prazer. O prazer em fazer serviços dosméticos e cozinhar não herdei dela, não sei se infelizmente ou felizmente. Penso que se eu gostasse de cozinhar e achasse importante passar o dia ariando panelas ao invés de comprá-las de teflon teria mais um motivo para ficar frustrada com a falta de tempo.
        Ajudar  pessoas é algo que gosto de fazer.
        Um dia desses indo para casa, ao atravessar o "bosque" ia uma senhora na mesma direção que eu, carregava várias sacolas pesadas, parecia morar alí por perto, tive vontade de oferecer ajuda mas passei como quem não a viu.  Era o dia de buscar o bolo, meus amigos passariam em casa e como é extremamente normal eu estava atrasada.
       Acho importante comparar os valores da minha avó e os meus, a disponibilidade e o tempo que ela tinha na minha idade... Nada do que ela se dedicou a fazer é menos importante do que o que me dedico a fazer hoje, os tempos eram outros, as exigências e as oportunidades também.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Nostalgia

"Jamais sonhariam aqueles casais açorianos, que da semente que lançavam ao solo nasceria o esplendor desta cidade."