terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dos livros que estou lendo

Eduardo Galeano na legenda do mapamundi, em encarte ao livro “A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais”:

Até o mapa mente. Aprendemos a geografia do mundo em um mapa que
não mostra o mundo tal como ele é, se não tal como seus donos mandam
que seja. No planisfério tradicional, o que se usa nas escolas e em todas as
partes, o Equador não está no centro, o norte ocupa dois terços e o sul, um.
A América Latina abarca no mapa mundi menos espaço que a Europa e
muito menos que a soma dos Estados Unidos e Canadá, quando na
realidade a América Latina é duas vezes mais que a Europa e  bastante
maior que Estados Unidos e Canadá. O mapa, que nos apequena, simboliza
todo o demais. Geografia roubada, economia saqueada, história falsificada,
usurpação cotidiana da realidade, o chamado Terceiro Mundo, habitado por
gente de terceira, abarca menos, como menos, recorda menos, vive menos,
diz menos.

Numa analogia ao célebre e fundamental livro de Eduardo Galeano sobre a história 
das lutas sociais na América Latina (1971), as “veias abertas” pelas palavras de 
Galeano (“...chamado Terceiro Mundo, habitado por gente de terceira, abarca menos, 
como menos, recorda menos, vive menos, diz menos”), pode-se dizer mais, pode-se 
dizer que “o chamado Terceiro Mundo” pensa menos e, o que é muito mais grave, 
convencido que foi de que é um continente de terceira, seus povos pensam que 
pensam “menos”, pensam que pensam pior, pensam que seus pensamentos são de 
menor qualidade, pensam que pensam com mais pequena propriedade, pensam que 
seus pensamentos são menores, mais pequenos, inferiores aos pensamentos do 
Primeiro Mundo, do mundo civilizado, do mundo desenvolvido, do mundo ocidental, do 
mundo europeu, do Norte. Nós pensamos que pensamos “menos” porque o nosso 
pensamento é hoje resultado de um longo processo de colonização que resultou em 
um profundo sentimento de inferioridade, responsável pela colonialidade do nosso 
pensamento que por não mais pensar hoje como pensou em tempos ancestrais, como 
pensaram os antepassados ameríndios, pensa que pensa “menos”

Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.
Augusto Cury


"Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender."
Augusto Cury


Quem dera que as pessoas, independentemente de suas religiões e crenças, fossem seres humanos sem fronteiras, sempre expondo, e não impondo, as suas idéias. A imposição das idéias, sejam elas religiosas, políticas ou científicas, sempre foi um câncer que corrói nossa espécie e destrói a liberdade. Jesus divulgava seus pensamentos claramente, mas convidando: "QUEM TEM SEDE VENHA A MIM E BEBA". Era um ato voluntário." -
Augusto Cury

" A creditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção.Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos"
Paulo Freire